Luís Delfino tem estilo prolixo. Romântico tardio, seus poemas são longos e iterativos, explorando os temas à exaustão, explicando os mesmos sentimentos e as mesmas ideias de várias maneiras. Essa opção estética pode gerar efeito de intensidade, em virtude da insistência, mas perde em concisão e contundência dos versos. Poesia própria para a oratória e para temas narrativos, a lírica de Delfino não me comoveu nem empolgou. Reconheço, entretanto, o capricho do vocabulário e a confessionalidade emotiva dos versos. Os truncamentos das frases tiram o vigor narrativo e a força das imagens, muitas vezes, embora garantam a uniformidade dos versos. Não destaco nenhum poemas em especial.
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
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