Livro que é considerado o primeiro do Parnasianismo no Brasil, apresenta, como solução de recusa à espiritualidade e à fantasia características do Romantismo, uma coleção de poemas fortemente sensuais, tanto pela observação das cenas e objetos exteriores, quanto pelo erotismo carnal. Acontece que, conforme o gosto da corrente literária, esse erotismo é conservador e estetizante, jamais transborda além do impacto da eloquência. Ainda sobrevivem traços da poesia participante e declamatória. Os poemas traduzidos de Baudelaire e Hugo mostram como Teófilo Dias escolhe com menos felicidade imagens, temas e ideias, pois mesmo reelaborados em Português ainda são melhores que os do tradutor. Os poemas "Saudade", "Latet Anguis" e "A voz" parecem ser os mais interessantes em termos de construção, que é, afinal, o que interessa na estética do Parnaso. "O rio e o vento" poderia ter um final mais condizente com o bom desenvolvimento.
Estão lá a tentativa de observação objetificante, a eloquência, a sensualidade do movimento, tudo em potência. Em "Fanfarras", o Parnasianismo ainda não se fez, apenas se insinuou, procurando seu lugar.
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